quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ir. Ana Léa está na Assunção do Céu!

Queridas Irmãs e amigos(as) da Assunção,

Queremos partilhar com todos, que nossa querida Ir. Ana Léa (Ir. Maria de Lourdes)partiu repentinamente à Casa do Pai nesta tarde. Ela teve uma queda na semana passada e fraturou algumas costelas. No primeiro momento os exames não acusaram algo muito grave, foi medicada e voltou para casa. Alguns dias depois teve febre e foi internada fazia dois ou três dias. Os novos exames acusaram que uma das costelas atingiu a pleura. Hoje à tarde ela teve uma parada respiratória e veio a falecer.
Pedimos suas orações por nossa irmã e de modo especial por toda a comunidade de Teresópolis que está muito sofrida acompanhando a dor do povo que perdeu tantas pessoas nesta catástrofe das últimas chuvas.

Abraços
Irmãs da Assunção

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Crônica

A história de minha vida

Do alto dos meus mais de cem anos de vida, contemplo a cidade do RJ a meus pés. No topo do morro de Santa Teresa, minha vista alcança o infinito. Olho em volta e vejo as mais belas paisagens.
Quando aqui cheguei a cidade era bem menor, pontilhada por espaços verdes, de encostas de morros intocadas. Mas o tempo passou e a cidade cresceu desordenada e desumanamente. Hoje vejo em torno de mim, um amontoado de barracos e ao longe a silhueta altaneira dos grandes edifícios. Vejo e sinto a diferença de vida dos moradores dos morros e dos moradores da praia.
Hoje, bem perto de mim, o Cristo Redentor abre seus braços querendo acolher a todos. Recordo as transformações pelas quais vi a cidade passar: vi surgir a estátua do Cristo Redentor, vi também quando ela pôde novamente ser iluminada quando a paz voltou ao mundo depois da Grande Guerra; acompanhei a construção do maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã; testemunhei ainda a ousadia de engenheiros na construção da Ponte Rio-Niterói.
Eu também me transformei. Seguindo a regra geral da vida nasci pequena. Era apenas uma pequena casa de família, construída no final do século XIX. Abriguei em minhas paredes diversas gerações.


De repente, no ano de 1912, minha vida mudou completamente. Mudei de proprietário. Durante sessenta anos iria me alargar, sofrer pancadas, crescer, subir para transformar-me em espaço educativo e acolher crianças e jovens vindas de várias partes do país. Ganhei um nome: Colégio Assunção. Bolas, risadas, cirandas, livros, sonhos, saudades – tudo isso passou a povoar meus corredores.
Chegar até a mim era um passeio poético: o bondinho de Santa Teresa serpeava por entre as curvas de uma longa rua que subia o morro. Suas rodas rangiam contra os trilhos numa melodia característica. Além da viagem no bondinho, era preciso ainda enfrentar uma ladeira de paralelepípedos que conduzia as pessoas até a minha porta. E muitas vinham. Meu renome crescia. O número de alunas aumentava. Eu era até assunto de crônica nos jornais.
Muitas dessas alunas vinham de longe: Sergipe, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Bahia, Pará, Minas Gerais... Para elas, eu me tornava seu lar, pois moravam em meu recinto meses a fio. Eu as via crescer, sonhar, aprender, desenvolver seus dons, planejar o futuro. E era com emoção que as via partir, depois de longos anos de convivência, para colocar em prática o que aqui lhes tinha sido transmitido.
Eu era lar também para uma comunidade de Irmãs, mulheres corajosas que, deixando seus países natais – França, Espanha, Alemanha – atravessaram o oceano para plantar em nossa terra a semente de uma educação cristã e libertadora.
Em torno de mim, a cidade se transformava, o país se transformava, o mundo se transformava. Fui testemunha de conversas, cochichos, medos e sonhos que estas transformações provocavam.
Passaram-se revoluções e guerras, mudanças de governo, novas descobertas, invenções. Tudo isso encontrava eco em mim. As mudanças de costumes e comportamentos eram significativas. Minhas paredes ouviam e viam que os tempos eram outros.
O ano de 1972 trouxe uma outra mudança radical em minha vida. Testemunhei a última formatura: o colégio chegava ao fim. Mudei de nome: já não era mais Colégio Assunção, mas passei a ser Centro de Acolhida Missionária – CENAM. Já não eram mais crianças e jovens que se abrigavam sob o meu teto, mas diversos tipos de pessoas: missionários estrangeiros que vinham para o Brasil; homens e mulheres que vinham aprofundar seu compromisso social; religiosos e leigos em busca de um aprofundamento espiritual; profissionais de diversas categorias para dias de planejamento; pessoas de diversas confissões religiosas; casais; grupos de jovens e outros. A diversidade é grande.
Continuo sendo lar para as irmãs. Com o passar dos anos vi muitas delas terminarem suas vidas e vi várias outras chegarem no entusiasmo do serviço ao próximo. Graças a elas moradores e vizinhos, membros das comunidades carentes do bairro continuam – como acontecia desde o início – freqüentando meus espaços.
Já tenho uma certa idade. Vi muitas coisas acontecerem. Mas uma coisa me alegra: ao longo de todo esse tempo, tenho sido, e continuo sendo, espaço de acolhida. Sei que tenho colaborado para o desenvolvimento de muitas pessoas e grupos. Tenho oferecido espaço e condições para o desabrochar de capacidades e dons. Sinto a alegria de poder oferecer, a quem o desejar, a possibilidade desse crescimento.
Para quem procura um espaço para realizar, seminários, cursos, fóruns, encontros, aprofundamentos, planejamentos e outros tipos de eventos, venha me conhecer. Aqui você vai encontrar uma das vistas mais belas da cidade do Rio de Janeiro. Daqui se avistam os pontos turísticos mais procurados: Pão de Açúcar, Enseada de Botafogo, Cristo Redentor, Maracanã, Floresta da Tijuca, Ponte Rio-Niterói, Sambódromo. Aqui também se encontra um ambiente de silêncio que facilita a concentração. A natureza, com a sua exuberância de plantas e animais proporciona um clima saudável e agradável. Mesmo assim, ter mais de cem anos tem suas consequências. O que antes não tinha, agora vêm em dobro, ferrugem nas instalações, internas, vazamentos, enfim, um absurdo de coisas que não contava com elas. Sinto que preciso de um bom cirurgião plástico, que faça reparos não apenas externos, mas de um bom angilogista, pois minhas veias já estão gastas, sofrem o desgaste do tempo, depois já existem produtos mais modernos que são tão duráveis e tão bons e talvez melhores do que os que usei até agora. Preciso de uma junta de profissionais cada um na sua especialidade para que eu continue vivendo, olhando o que têm de mais bonito na paisagem da cidade do Rio de Janeiro, pois enfrentando os ventos e tempestades que vêm do mar nestes mais de cem anos não tive medo de ser destruída por elas, mas deixava minhas mais de cinquenta portas e janelas serem caminhos livres para o vento passar. às vezes ele derruba algumas árvores próximas a mim, mas eu continuo firme. Sou forte e quero continuar vivendo por muitos e muitos anos.
Como vocês perceberam, eu sou uma casa, eu tenho uma história que é parte da história de muitas vidas.
Do alto dos meus mais de cem anos de vida, contemplo a cidade do RJ a meus pés...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CENTENÁRIO DAS RELIGIOSAS DA ASSUNÇÃO - BELO HORIZONTE

Caminho Bonito
Neste ano de 2010 a comunidade de BH tem feito um caminho bonito junto com o Grupo Assunção Juntos e todos os amigos e amigas. . Por ocasião da Festa da Santa Maria Eugênia, preparando o 10 de março houve um tríduo em três lugares diferentes, terminando com uma grande celebração na Capela da Vila Cemig. A participação foi muito boa e todos ficamos contentes de termos realizado algo tão simples e tão significativo. O Grupo Assunção Juntos se solidificou e criou novo ânimo.

E o CENTENÁRIO?
Depois de avaliarmos positivamente a Festa do 10 de março, quando é celebrado Santa Maria Eugênia de Jesus e querendo fazer algo diferente para o a Abertura do Centenário, nos encontros mensais com Assunção Juntos surgiu a idéia de inicia-lo com as irmãs e os leigos da comunidade da Assunção em Teresópolis-RJ, pois é a mais próxima e também existe lá um Grupo Assunção Juntos. Depois de meses de preparação e muita animação, tentamos nos encontros de cada mês aprofundar e conhecer a missão das Religiosas da Assunção e a fundadora Santa Maria Eugênia. Com muita empolgação todas aguardaram o dia da tão sonhada viagem a Teresópolis.

Preparação: Uma semana antes os 45 participantes foram convidados para um encontro onde além de um entrosamento prévio entre todos, foi uma ocasião para aprofundar o motivo da viagem. O que e porque celebramos neste 15 de agosto o início dos 100 anos de chegada no Brasil. Comparecerem pessoas da Comunidade da Vila Cemig e do Araguaia, todos se conheciam de uma maneira ou de outra e outros lá conheciam as irmãs de longas datas.
O Grande dia: Dia 13 de agosto chegou e as 18:00 horas estávamos de partida, na frente da casa das irmãs e os que passavam se perguntavam: o que está acontecendo?? Era um clima de muita alegria e expectativa. Fizemos boa viagem: cantamos rezamos, brincamos, ouvimos música e até alguns conseguiram dormir.

Chegada: Depois de uma viagem tranqüila chegamos ao Sítio Assunção, no bairro Quebra Frascos em Teresópolis – RJ por volta das 02h30min da manhã do dia 14 As irmãs: Alysse, Santina, Luzia e Françoise nos aguardavam com ansiedade. Foi uma festa!!! Muitos abraços, pois as duas últimas haviam morado em Belo Horizonte e eram bem conhecidas de todos.

Durante: O Sábado foi um dia tranqüilo para passear, conversar, aproveitar a bela paisagem, os jardins e todos os recantos do Sítio Assunção. Todos não se cansavam de dar graças a Deus por ter criado um lugar tão maravilhoso, aconchegante e tranqüilo. À tarde foi proporcionado um passeio pelos arredores e mesmo estando bastante frio foi bem apreciado por todos.
Alegria partilhada com danças, troca de presentes, diálogo: A noite, após o jantar todos nos reunimos para uma confraternização, com a presença das irmãs da Assunção e amigos e amigas de Belo Horizonte e Teresópolis. Cada um foi convidado a dizer quando que as irmãs da Assunção começaram a fazer parte de sua história. Seguiu-se então depoimentos lindíssimos de pessoas que havia nos conhecido há muito ou pouco tempo, o que foi aprendido, o que chamou ou chama atenção, etc. A noite continuou com curiosidades sobre as irmãs da Assunção, a apresentação de danças de algumas do Grupo de BH e a troca de presentes.

Domingo: Após Ofício solene, todos participaram e ouviram com interesse uma palestra com Irmãs Marta sobre a chegada das Irmãs da Assunção no Brasil. Logo após aconteceu a Missa em Ação de Graças dando abertura ao Centenário. Um almoço festivo reuniu à todos para concluir a festa. Partida: Todos os leigos e irmãs, tanto de Belo Horizonte quanto de Teresópolis estavam bastante agradecidos por esta oportunidade de celebrarem juntos a Abertura dos 100 anos de presença das Religiosas da Assunção no Brasil. As quatro da tarde o grupo de Belo Horizonte saia de Teresópolis com o coração transbordante de alegria por haver vivido uma experiência tão enriquecedora.
E já se programando para levarem desta vez, dois ônibus para o encerramento do Centenário em dezembro de 2011 em Santa Teresa no Rio de Janeiro.